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Como atrapalhar um cobrador.

Propaganda Sem Medo

Publicado: 13 de junho de 2010 por Knicks em Cotidiano, Futebol, Publicidade, Série Copa do Mundo
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Propaganda boa é aquela sem medo de censura, que mostra o que quer mostrar sem se preocupar…

Veja essa propaganda da Kaiser, em que o Romario mostra quem conhece cerveja (ou não)…

Pelo menos eles não tem medo de mostrar outras marcas em sua propaganda….

Peço licença para o Tittão. Vou falar de música do caralho.

Os Sulistas norte-americanos sempre foram conhecidos como rebels. A cultura sulista se diferenciou  da do norte, e criou-se um estilo muito foda, principalmente na música. Surgiu o Delta Blues e o Country, que deram origem ao Rock. Daí saíram figuronas como Howlin’ Wolf, Booker White, Memphis Slim, Muddy Waters, David Allan Coe, Zakk Wylde e Dimebag Darrel.

Os Rebels… Um povo memorável.

Imagine o que aconteceria ao juntar dois produtos dessa cultura, de certo modo diferentes. Imagine juntar o Metal e o Country, mais especificamente o Pantera e o cantor de Outlaw David Allan Coe. Daí surgiu o Rebel Meets Rebel.

Foi um projeto paralelo que surgiu originalmente com a intenção de ser um dueto entre David Allan Coe e Phil Anselmo, mas virou um projeto paralelo entre Dimebag Darrel, Vinnie Paul, Rex Brown e David Allan Coe.

É um Thrash Country com letras que falam de mulher, poker e jogos, cerveja e uísque, máquinas potentes pegando a estrada. Tudo isso em ritmo de blues e country com a pegada do Pantera e a voz de velho cabeludo do David Allan Coe.

O projeto só rendeu um álbum homônimo, com 12 faixas, que foi gravado quando ninguém estava trabalhando em seu respectivo projeto original (o Pantera esteve em certos momentos em turnê, com o disco Reinventing the Steel) e só foi lançado em 2006, 2 anos depois da morte do Dimebag, sob a label do Vinnie Paul, a Big Vin Records.

O único álbum do Rebel Meets Rebel.

O negócio é curtir esse disco do caralho que muita gente ainda não conhece.

por Titio.

Mas uma vez a ignorância popular masculina prevalece, o infeliz jogador ai que eu desconheço quem seja, (não gosto de futebol não) deu uma entrevista ilustre perguntando quem nunca saiu na mão com sua mulher… bom se ele se referia a sair de mãos dadas, eu saio muito com a minha, porém se o caso for outro acredito que ele precisa rever seus conceitos de um relacionamento, principalmente no cotidiano atual…


infelizmente a imagem da mulher muitas vezes é tratada como sendo um produto, o que arremete a possessão pelo produto e a visão distorcida de se poder fazer o que quiser com o mesmo, quantos casos que as mulheres apanham caladas dos maridos sem nunca ter tido um esboço de reação, e de quem é a culpa?    Digo que a culpa é do conhecimento empírico, pois a sociedade ensina a uma criança que mulher não se conquista, mulher se pega. Que mulher precisa obedecer ao homem, que a mulher é apenas uma forma de conseguir se satisfazer e por ai vai… Como o filosofo René Descartes afirmava; é preciso duvidar do conhecimento popular, para que se tenha a autonomia intelectual, assim fugindo da ignorância popular, e quem sabe assim o mundo, algum dia será realmente igualitário…

e desta ideia me vem varias outros contextos que me fazem refletir, o verdadeiro papel da mulher na sociedade e qual é a imagem distorcida que fazem sobre ela.   Para nós que cursamos Publicidade a imagem da mulher é centralizada como sendo mais uma grande ferramenta para ser usada no processo de criar, ajunte uma cerveja um contexto sexual e uma mulher supostamente desejada, pronto se tem a propaganda ideal para se conseguir aprovação do publico masculino.    Porem como ficará a imagem da mulher na sociedade, será que não estamos degradando o conceito de uma sociedade justa e igualitária incumbindo esta forma de pensar nas grandes massas da população?

Um fato me agradou ultimamente que foi a posição do CONAR (O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) que teve diante da propaganda da cerveja Devassa Bem Loura, o qual foi aberto 3 processos contra a marca de cerveja, pela vinculação de uma propaganda onde a atriz Paris Hilton aparece em um contexto fortemente sexista e machista, desrespeitando a imagem feminina.

Cena da propaganda televisiva da Devassa Bem Loura (Foto: Reprodução)

Acredito que muito vem ser agregado a esta posição do CONAR para a publicidade brasileira, que direciona as propagandas para o lado criativo e não aos eternos clichs da nudez e sexo fácil, apenas por adquirir uma cerveja ou produto similar, e grande prova disto é o comercial do “Cachorro-Peixe” que não se trata de um comercial de cerveja, porém poderiam muito bem terem optado por usar a figura feminina contudo não foi a proposta, e o comercial foi ouro no festival de Cannes.                       Apenas com o simples fato de tentarem fazer algo a mais do que já foi feito, consegue se resultados maravilhosos.

bom provavelmente ninguém se dará ao trabalho de ler o que eu escrevi aqui, porém eu ainda tenho esperança em algum dia presenciar um mundo mais justo, sem tantas disparidades apenas pelo fato de se nascer mulher ou homem, e se eu realmente conseguir o meu lugar no mercado de trabalho, irei com essa visão de que mulher não é um produto a ser explorado… e quem sabe algum dia isso faça a diferença…

por; R Darós.